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A prevenção do câncer de mama – Faça acontecer

A prevenção do câncer de mama – Faça acontecer

O tumor de mama é o principal câncer a acometer as mulheres, representando aproximadamente 25% de novos casos de tumores malignos no Brasil, com aproximadamente 57 mil casos por ano.
Quando diagnosticado em sua fase inicial o prognóstico é bom, devido ao enorme avanço do tratamento nos últimos anos, desde cirurgia, radioterapia e tratamentos sistêmicos com hormonioterapia e quimioterapia.
Um fator importante no aumento da chance do câncer de mama é história familiar, principalmente se a mãe ou irmãs apresentaram o tumor antes dos 50 anos de idade.
A idade também constitui um importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência a partir dos 35 anos.
Outra medida a ser tomada é evitar a obesidade, por meio de dieta saudável e prática regular de exercícios físicos, pois o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de álcool também é considerada um fator de risco para esse tipo de tumor.
As mulheres que usaram anti-concepcionais orais com dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo periodo e as que usaram em idade precoce ou antes da primeira gravidez podem estar mais predispostas a ter a doença.
Também existem outros fatores menos prevalentes, como características genéticas (BRCA 1 e 2), entretanto esse tipo de alteração somente deve ser pesquisada em pessoas com forte história familiar de câncer pois representa a minoria dos casos.
O INCA (Instituto Nacional do Câncer) não estimula o autoexame das mamas como ÚNICO método de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
Portanto, o autoexame das mamas não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde e caso seja necessário, outros exames de rastreamento, como a mamografia e US de mamas, serão acrescentados.
Em relação a estes exames existe uma divergência entre o INCA/Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). A recomendação da Sociedade é de que mulheres a partir de 40 anos devem fazer a mamografia anualmente, enquanto o INCA orienta o Ministério da Saúde a realizar o exame em mulheres com 50 a 69 anos a cada dois anos.
O fato gerou atrito entre entidades médicas e Ministério da Saúde, pois segundo a SBM a mamografia feita com qualidade e com periodicidade anual é o modo mais preciso de se diminuir a mortalidade por câncer de mama.
Nos últimos anos a prevenção ganhou muita importância no combate ao câncer, e por isso a mulher deve manter hábitos saudáveis, conhecer seu corpo e sempre discutir sobre o assunto com seu ginecologista.

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