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O Campeão da Pesquisa na Pátria Educadora

O Campeão da Pesquisa na Pátria Educadora

Você pode não conhecê-lo, mas Miguel Nicolelis, renomado cientista brasileiro, está em um seleto hall de campeões escolhidos a dedo, na época de vacas gordas da economia brasileira.
Quem não lembra daquela propaganda sobre o paraplégico que iria dar o ponta pé inicial da Copa do Mundo e acabou em uma cena de 5 segundos num canto do estádio? Pois bem era trabalho de Nicolelis.
O cientista brasileiro é uma autoridade mundial em neurociência, autor de 200 estudos importantes, muitos deles versam sobre a interação homem e máquina.
Apesar de sua importância incontestável o cientista virou alvo de polêmica por um vultuoso projeto em Macaíba (RN) que tem previsão de investimento de aproximadamente 250 milhões, o Campus do Cérebro, para pesquisas na área da Saúde.
O projeto foi assinado com discrição no meio do ano passado e veio a público meses depois após uma reportagem do Estado de São Paulo.
Fato é que na época houve espanto e protestos na comunidade cientifica, com um abaixo assinado de mais de duzentos cientistas brasileiros, pois a imensa maioria dos institutos de pesquisas vivem à margem do razoável em termos de financiamento público.
Nicolelis, além de brilhantismo científico, faz questão de declarar apoio ao governo federal e criticar instituições paulistas de fomento a pesquisa como a FAPESP.
Enquanto isso o governo, que se auto intitulou Pátria Educadora, mantém instituições similares ao Campus do Cérebro, como Hospitais Universitários e laboratórios de pesquisa às minguas.
A Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, não recebe repasses financeiros desde janeiro de 2015, e por isso reduziu suas atividades ao mínimo, e espera para o próximo mês até corte de luz.
 O Hospital Universitário está moribundo, o treinamento pelas residências médicas não apresenta condições mínimas e pacientes com câncer deixam de ser tratados por falta de manutenção e material.
Enquanto Nicolelis critica abertamente a FAPESP e “mostra” que é possivel fazer ciência em outras praças, montado em abundantes recursos federais, se esquece que grande parte destes recursos vêm justamente dos cofres paulistas.
Brinco com colegas de branco que enquanto concluía o doutorado me sentia o pesquisador da madrugada, pois além de trabalhar o dia inteiro, chegar em casa e cuidar das crianças, tinha que ter disposição para recolher todos os dados da pesquisa e trabalha-los cientificamente às duas da manhã.
Triste realidade brasileira em que existe uma politica que elege Campeões como Nicolelis, e deixa pequenos pesquisadores e grandes intituições à própria sorte, mesmo em áreas essenciais como Saúde e Educação.
Abaixo um texto de repúdio à situação financeira da UNIFESP que pode ser encontrado seu próprio site. (Clique aqui para ler)

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