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O pulso ainda pulsa

O pulso ainda pulsa

Na música da década de 80, o grupo Titãs descrevia as muitas moléstias que acometem a humanidade há milhares de anos.

Umas das últimas barreiras eram as infecções por vírus que foram identificados como agentes de doenças recentemente e seu isolamento, bem como o tratamento, tem crescido a passos largos na era moderna.
Em 1918, enquanto o Brasil tinha uma epidemia de febre amarela a gripe Espanhola assolava a Europa. Em países em desenvolvimento a doença chegou a matar metade da população, na Alemanha, uma em cada quatro mortes era causada pela gripe.
Entre os séculos XVI e XVII, na Inglaterra, nove em cada dez mortes ocorriam por doenças infecciosas, pois co-existiam epidemias de sarampo, cólera, varíola, peste bubônica, sífilis, lepra e tuberculose.

No final de dezembro de 2016 foi publicado um emblemático estudo médico sobre uma das doenças mais letais de nossos tempos.

O vírus Ebola começa a perder seu status de doença aterrorizante para o de uma enfermidade prevenível.
Sim, a doença que era comparável às piores pestes que assolaram a humanidade pela sua alta letalidade e potencial disseminação logarítmica em aglomerados, foi isolada e de seu vírus extraído o material que possibilitará imunidade contra seus efeitos devastadores.

Estudos sobre o tema já haviam sido realizados, todos com menor número de pessoas e com intuito de avaliar possíveis toxicidades da vacina.
Agora foi testada sua eficácia em dois países com baixo índice de desenvolvimento humano e foram vacinadas mais de 5000 pessoas, que apresentaram 100% de proteção e mínimos efeitos colaterais.
Inicialmente pessoas com mais de 18 anos que tiveram contato com enfermos foram selecionadas, e com os resultados animadores uma comissão local incluiu crianças a partir de 6 anos.
Ainda existe uma incógnita em relação a durabilidade da proteção gerada pela exposição à vacina mas os resultados são excepcionais na medida que podem isolar surtos da doença.

A melhoria nas condições de vida bem como o domínio tecnológico permitiu o controle de enfermidades causadas por vírus, como a AIDS, que alcançou escala global e se tornou uma doença crônica, e o HPV, que induz alguns tipos de tumores de colo de útero, canal anal e cabeça e pescoço.

Hoje, conseguimos isolar patógenos, criar tratamentos e vacinas cada vez mais rápido e epidemias como as que ceifaram milhões de vidas durante séculos enfrentam o avanço do método científico.

E o pulso ainda pulsa.

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