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O Uber, a Saúde e o Futuro

O Uber, a Saúde e o Futuro

Há um tempo escrevi sobre a “Uberização da Medicina” (Clique para ler), e falávamos da incrível transformação que as relações médicas estavam passando.
Em um mundo de inovações diárias, a quebra de paradigma ou disrupção virou meta para a maioria das empresas, entretanto, em saúde as novas idéias sempre mantinham o relacionamento médico-paciente como um dogma.

Agora imagine um empresa desenvolver um instrumento que possibilitasse enviar pela internet sinais vitais como temperatura, frequência cardíaca e respiratória a um médico. Indo um pouco além, que também fizesse uma gravação digital do sons emitidos pelo coração e pulmão, como se fosse um estetoscópio.
E que tivesse uma câmera de alta resolução, e pudesse enviar imagens da pele, ouvido ou cavidade oral.
Pois é. Uma Start-up israelense, acreditando na ideia que poderia facilitar serviços médicos à distância (telehealth), inovou e criou um aparelho portátil que permite de maneira simples o registro desses parâmetros, seu envio para especialistas em qualquer parte do mundo, e além disso tudo promove uma vídeo-conferência entre médico e paciente.
Há alguns anos esse dispositivo poderia ser classificado como uma peça de “ficção científica”, mas hoje ele já existe e nesse mês foi aprovado para uso clínico nos EUA.

A empresa criadora do aparelho, chamada TytoCare, espera replicar com grande proximidade uma consulta médica em todo seu potencial.
Em sua versão pro, é possível ao profissional compartilhar dados e discutir o caso com outros especialistas.
A Tyto Care foi fundada em 2012 e após receber 18 milhões de dólares em fundos tem a chance de explorar as potencialidades que o uso da tecnologia oferece em saúde.
Em um futuro próximo seria possível confrontar dados recebidos dos pacientes com grandes plataformas médicas, que seriam acessadas por computadores em busca de um similaridades entre quadro clínico recebido e a literatura médica.

Parece que vai demorar muito para chegar nesse tipo de interação colaborativa entre homens e máquinas, não é?

Na verdade a comunidade médica já está adotando a tecnologia Watson (IBM) de computação cognitiva, em hospitais e institutos de pesquisa, incluindo o Centro Memorial Sloan Kettering Cancer, University of Texas MD Anderson Cancer Center, Clínica Cleveland, Clínica Mayo e Nova Iorque Genome Center, para transformar a maneira como vemos a medicina.
O Watson Health é um instrumento ajuda especialistas a tomar melhores decisões após análise rápida de toda vasta complexidade do nosso conhecimento, ou Big Data.
Após essa “super-análise”, o médico recebe as informações e escolhe a que mais se enquadra ao caso real.

Em contrapartida hoje no Brasil, por questões normativas dos Conselhos de Medicina, dispositivos como o Tyto Care não poderiam sequer existir.

O futuro definitivamente bate à nossa porta; resta saber quando vamos deixá-lo entrar.

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