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Radioterapia na batalha contra o câncer

Radioterapia na batalha contra o câncer

É comum encontramos pacientes que precisam de radioterapia em algum momento de seu tratamento oncológico. Apesar do tratamento com Raio X (radioterapia) ter mais de 100 anos, e cerca de 60% dos pacientes necessitarem dessa modalidade em algum momento de seu tratamento, muito pouco se conhece da especialidade. Os fatores que levam a esse desconhecimento são vários, mas os principais são o pequeno número de aparelhos no Brasil devido ao seu custo e pouca informação sobre a especialidade nas faculdades médicas e mídia.

Antigamente a radioterapia utilizava somente fontes naturais de radiação para o tratamento, como o próprio Radio ou o Cobalto, o que dificultava a aquisição e o descarte desse material. Além de algumas propriedades desse tipo de fonte, que devido a sua baixa energia superficializa a dose e causa efeitos indesejáveis como aumento de reações de pele.
Com o passar do tempo, e aumento da tecnologia, foi criado o acelerador linear, que tem a capacidade de “acelerar” um elétron, até ele chocar-se com uma placa de tungstênio e formar o Raio X, que será usado no tratamento. Melhorias nos softwares permitiram que a tomografia computadorizada também fosse incorporada revolucionando o processo. Hoje é possível visualizar todos os órgãos ao lado da área a ser tratada, e como resultado desse desenvolvimento, vários planos de radioterapia podem ser obtidos para o mesmo paciente.

O tratamento pode ser realizado em dose única ou múltiplas sessões, e nesses casos, o objetivo é tentar aproveitar ao máximo os fatores biológicos relacionados ao tumor e que o diferenciam do tecido normal. A grosso modo, o tecido normal e tumoral recebem diariamente radiação, mas enquanto o tumor acumula pequenas lesões celulares, o tecido normal repara essas lesões de maneira mais efetiva. O acumulo das lesões faz com que o tumor perca a capacidade de crescer e suas células entrem em morte clonogênica (não conseguem gerar mais células filhas).
No tumor de próstata, por exemplo, as células demoram tanto a morrer, que se fizermos uma nova biópsia 3 meses após a radioterapia, ainda 50% dos pacientes apresentará células malignas, enquanto após 01 ano, esse percentual cai para 5% aproximadamente.

Os efeitos colaterais são relacionados as estruturas que recebem radiação (a exceção da fadiga), e ocorrem após algumas semanas de tratamento, por isso sempre é necessário esclarecer as dúvidas em relação a eles já na primeira consulta com seu médico.

paulo

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