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Saúde, posts virais e justiça: o caso da vacina do HPV

Saúde, posts virais e justiça: o caso da vacina do HPV

Sim, é segura.

Alguns veículos de comunicação divulgaram ação do Ministério Público de Minas Gerais no sentido do proibimento da vacina do HPV devido aos seus efeitos colaterais.

Há anos existe uma especulação negativa sobre a vacina que circula nas redes sociais, o que motivou alguns movimentos contra sua implementação.

Para ter uma idéia, uma das justificativas é baseada no relato de um médico que listou alguns efeitos neurológicos possíveis de acontecer após a vacinação, incluindo aumento da incidência de tumores (?).

A vacina contra o HPV se aplicada antes do contato com o vírus (idade pré-pubere) tem eficácia de 100% contra os subtipos 16 e 18, que são responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo de útero.

Os estudos de fase III (último estágio antes da comercialização) dessas vacinas foram feitos com 5, 12 e 18 mil mulheres e mostraram-se eficazes e com efeitos colaterais toleráveis.

Obviamente idiossincrasias (efeitos raríssimos e ligados a características individuais) podem ocorrer com qualquer medicamento, e isso inclui os de uso corriqueiro como a Dipirona, Paracetamol, Aspirina… É só ler a bula para confirmar.

Em estudo realizado pelo Centro de Controle de Doença Americano (CDC), com mais de 57 milhões de doses da vacina administradas, o número de casos de efeitos colaterais moderados ou graves foi de 0,003%. A maioria dos sintomas foram de vômitos, mal-estar, dor de cabeça, tonturas, febre, desmaios e fraqueza.

Lembrando que por serem aplicadas em grande quantidade de pessoas, muitos desses efeitos atribuídos como “colaterais” da vacina, ocorrem na verdade por outros motivos. Nos EUA, por exemplo, houve um início de tumulto após a morte de uma garota, que em posterior investigação, descobriu-se ter sido causada por outra doença.

Além da diminuição da incidência de tumor de colo de útero, os benefícios da vacinação são a diminuição do número de casos de Câncer de Canal Anal e Cabeça e Pescoço relacionados ao HPV. E quando a vacina também abrange os sub-tipos 6 e 11 do vírus (quádrupla) diminui o risco de condiloma (verrugas genitais).

Não é razoável o posicionamento do Ministério Público Mineiro, que deveria ter aprofundado o estudo sobre o tema para emitir um parecer em relação a vacina. O parecer do Ministério Público não pode se basear em relatos de casos, ao contrário, deve se basear em evidência científica. Nesse ritmo teremos que retirar todos os medicamentos do mercado…

Você poderá saber mais sobre esse assunto clicando nos links abaixo, que contém um vídeo da MD Saúde e no excelente texto informativo do Dr. Dráuzio Varella.

 

 

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