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Tumores cerebrais e Radiocirurgia

Tumores cerebrais e Radiocirurgia

Com os avanços cada vez maiores da medicina, somos capazes de tratar doenças intra-cranias de maneira não invasiva e com baixos índices de complicação.
Uma técnica de tratamento que se destacou nos últimos anos por mostrar ótimos resultados é a Radiocirurgia. Essa técnica consiste em realizar radioterapia de maneira estereotática (posicionamento milimétrico), o que permite altas doses de radiação em fração única, com alta acurácia espacial e conformação precisa da dose entregue no alvo.
É uma ferramenta importante no manejo de enfermidades intra-cranianas benignas e malignas, como malformações arteriovenosas (MAV), meningiomas, e adenomas de hipófise, além de tumores malignos primários do sistema nervoso central como os gliomas e metástases cerebrais.
No caso das doenças benignas pode funcionar como nas MAVs com a função de ocluir vasos e evitar sua ruptura (os famosos acidentes vasculares cerebrais, AVC), diminuir o crescimento de lesões como no casos dos meningiomas, ou mesmo evitar distúrbios endocrinológicos devido aos tumores de hipófise.
Nas doenças malignas como as metástases, a radiocirurgia pode ser usada em pacientes que estão controlados dos tumores primários mas não podem ser submetidos a cirurgia craniana. A técnica também pode ser usada na cavidade cirúrgica, em pacientes que foram submetidos a neurocirurgia, no intuito de diminuir a chance de retorno da doença naquele local.
O funcionamento básico do tratamento é utilizar uma dose altíssima de radiação com intuito de causar morte celular mas preservando o tecido cerebral normal ao redor.
A radiocirurgia estereotatica foi primeiro descrita em 1951 por Lars Leksell, do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia) e após testes com raios X e prótons, o primeiro aparelho chamado Gamma knife foi desenvolvido em 1968, em uma máquina com 179 fontes de cobalto, que aplicavam feixes de radiação a um ponto focal em comum. Quatro anos depois, o primeiro caso de MAV foi tratado com radiocirurgia pelo mesmo grupo.
No início da década de 1980 foi proposto o uso de aceleradores lineares para tratamento com fração única de radioterapia (na foto), e assim a tecnologia foi disseminada pois estes aparelhos já existiam em vários locais do planeta.
Hoje, graças a essa tecnologia, milhares de pessoas tem a chance de serem curadas ou manter sua qualidade de vida pelo controle local da doença.
Em breve após anos de negociações entre o governo federal e estadual, teremos uma quantidade de máquinas de radioterapia compatível com o tamanho continental do Brasil. Esperamos assim que essa técnica possa definitivamente ser parte do arsenal terapêutico em qualquer lugar do território nacional.

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